sábado, abril 30, 2005

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búzios:

BOOMTOWN RATS – The Fine Art of Surfacing
DENIM – Back In Denim
GO-BETWEENS – Oceans Apart
JOHN DOE – Forever Hasn’t Happened Yet
KAISER CHIEFS – Employment
MARY LORSON & SAINT LOW – Realistic
MC5 – Kick Out The Jams
vários artistas - Mojo presents Southern Soul
vários artistas - Summer of Motown (Uncut magazine)
vários artistas – The Life Aquatic with Steve Zissou

sexta-feira, abril 29, 2005

vários artistas - The Life Aquatic with Steve Zissou

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Este é um daqueles casos em que não é necessário ver o filme para nos deliciarmos com a refrescante e eclética banda sonora original. A estrela da companhia é o sambista revolucionário SEU JORGE (de quem já falei por aqui) e as suas versões abrazucadas dos originais de David Bowie, a saber Starman, Rebel Rebel, Rock & Roll Suicide, Life on Mars? e Five Years – as canções e melodias já conhecidas com letras recriadas em português. Mas entre as agradáveis e inventivas peças instrumentais de Sven Libaek e Mark Mothersbaugh semeiam-se ainda pérolas dos DEVO (Gut Feeling), JOAN BAEZ (Here's to You), STOOGES (Search and Destroy), PACO DE LUCÍA (Nina de Puerta Oscura), SCOTT WALKER (30 Century Man) e ZOMBIES (Way I Feel Inside). BOWIE também aparece com duas glórias passadas num disco que é um convite irrecusável a espreitar o filme.

quinta-feira, abril 28, 2005

GO-BETWEENS - Oceans Apart

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Um belíssimo disco - é o que se pode depreender das várias opiniões publicadas. Aqui fica a minha.

quarta-feira, abril 27, 2005

MARY LORSON & SAINT LOW - Realistic

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As melodias de Realistic caem suavemente sobre quem as ouve como um véu translúcido de notas de piano ornamentado com guitarras acústicas, acordeões, órgão, instrumentos de sopro, violinos e violoncelos, com o ocasional reflexo dourado da steel guitar e do mandolim, descobrindo monólogos sobre as vicissitudes das relações e a qualidade agridoce da solidão à entrada dos 40. Seria este o disco que Kristin Hersh gravaria se soubesse como dar continuidade à sua veia mais despojada, ou mesmo Aimee Mann se tivesse uma voz menos vulgar e inexpressiva. Mas a grande qualidade de canções como Realistic, a frágil Spider ou a Ties That Bind é não possuírem nos arranjos ou temas o lastro pesado das modas e modernidades, a garantia de que as ouviremos daqui por 20 anos sem terem envelhecido um dia que seja. Como consequência, está condenado à invisibilidade entre os caçadores de novidades e videntes das novas tendências. Para mim, é um dos discos do ano e confirma MARY LORSON como a mais apaixonante escritora e intérprete de canções da actualidade.

terça-feira, abril 26, 2005

vários artistas - Summer of Motown (Uncut magazine)

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Ontem a Stax, hoje a Motown. Desta vez coube à Uncut, por ocasião da celebração do 45º aniversário da editora, alinhar um CD com nomes que dispensam apresentação: MARTHA & THE VANDELLAS, SMOKEY ROBINSON & THE MIRACLES, TEMPTATIONS, MARVIN GAYE, DIANA ROSS & THE SUPREMES, FOUR TOPS, ISLEY BROTHERS, BARRETT STRONG, entre outros. Os últimos dias levaram-me a procurar o número especial da revista francesa Inrockuptibles (Verão de 2000) que dedica um dossier de 60 páginas à Soul e ao Rap com uma sumptuosa lista comentada de 250 discos essenciais da música negra, dividida por épocas/estilos musicais. Já procurei na Internet e não a encontro em lado nenhum pelo que me pareceu verdadeiro serviço público deixá-la por aqui ao longo das próximas semanas. A primeira lista refere-se à Década Prodigiosa – acrescentos e sugestões adicionais são bem vindos:

* Arthur Alexander – A shot of rhythm’n’blues (Ace, 1966)
* P. P. Arnold – Kafunta: Best of (See For Miles)
* James Brown – Live at The Apollo, vol. 2 (Polydor/Universal)
* Solomon Burke – King Solomon (Atlantic, 1968)
* Jerry Butler – Souled out (Upfront, 1968)
* James Carr – The essential (Razor & Tie)
* Gene Chandler – The Brunswick years 66-69 (Westside)
* Arthur Conley – Soul direction (Atco, 1968)
* Sam Cooke – The man and his music (RCA)
* The Dells – Dells (Cadet, 1969)
* Betty Everett – There’ll come a time (Varese, 1969)
* The 5th Dimension – Up, up and away (Arista, 1967)
* Four Tops – The best of (Motown)
* Aretha Franklin – Aretha arrives (Atlantic/Warner, 1967)
* Marvin Gaye – The master 1961-1984 (Motown)
* Impressions – The fabulous Impressions / We’re a winner (Kent, 1967/1968)
* Isley Brothers – This old heart of mine (Motown, 1968)
* Etta James – Tell mama (Chess, 1968)
* Ben E. King – Greatest hits (Atlantic, 1968)
* Glady’s Knight & The Pips – Motown classics (Motown/Polydor)
* Major Lance – Everybody loves a good time: Best of (Legacy/Sony)
* Martha & Yhe Vandellas – Motown classics (Motown/Polydor)
* Wilson Pickett – The sound of Wilson Pickett (Atlantic, 1967)
* Otis Redding – Otis blue (Atlantic, 1965)
* Minnie Riperton – Her Chess years (Chess/MCA)
* Smokey Robinson & The Miracles – The 35th anniversary collection (Motown)
* Diana Ross & The Supremes – Reflections (Motown, 1968)
* Jimmy Ruffin – Ruff’n ready (Motown, 1969)
* Sam & Dave – Hold on! I’m comin’ (Atlantic, 1966)
* Percy Sledge – When a man loves a woman – The ultimate collection (Atlantic)
* Edwin Starr – The hits of… (Motown)
* Tammi Terrell – Irresistible (Motown, 1968)
* Joe Tex – Hold what you got (Atlantic, 1968)
* Rufus Thomas – Walking the dog (Stax, 1962)
* Ike & Tina Turner – River deep, Mountain high ( Motown, 1966)
* va – Phil Spector, Back to mono 1958-1969 (EMI)
* va – Beg, scream and shout The Big ol’ box of 60’s sound (Rhino)
* va – The complete Stax singles vol. 1, 2 and 3 (Stax)
* va – Motown chartbuster (Motown/Universal)
* Dionne warwick – Soulful (Scepter, 1969)
* Mary Wells – Looking back 1961-64 (Motown)
* Stevie Wonder – Up-tight, everything is alright (Motown, 1966)


segunda-feira, abril 25, 2005

vários artistas - Mojo presents Southern Soul



Quem disser que os CDs oferecidos com revistas de música servem para empilhar a um canto ou vender numa loja de usados é porque não ouviu a colectânea Southern Soul que acompanha a Mojo de Maio – é um vício e pôs-me a pensar que a Soul e o Rhythm & Blues têm estado um bocadinho ausentes da Rosa dos Sons. Para compensar o facto lembrei-me de destacar este CD e recordar que a Southern Soul estará sempre associada à histórica Stax, de Memphis, responsável com a Motown pela época dourada da música Soul e que combinava três elementos cruciais: vocalistas negros educados no fervor do gospel (OTIS REDDING, SAM & DAVE, CARLA THOMAS), bandas de rhythm’n’blues inter-raciais (BOOKER T & THE MG’s, MUSCLE SHOALS) e produtores e compositores visionários (CHIPS MOMAN, BILLY SHERRILL, SPOONER OLDHAM, ISAAC HAYES). A contextualização e descrição eloquente da música é feita por Phil Alexander, editor da revista, num pequeno texto que acompanha o CD e que vou deixar por aqui :

You can hear it in the fat, greasy horn parts that introduce Etta James' scorching opener Tell Mama. Then there's the tough rhythms, the wailing vocal and that dirty, funky groove. It's that sound. The sound of the South.

Etta was born in Los Angeles and released Tell Mama for the Cadet label (a subsidiary of the Chicago-based Chess), but the track itself is characterised by the fact that it was recorded at Rick Hall's Fame Studio in Muscle Shoals, Alabama. It's the sound of that band, that studio, that fire, which frames James' gritty vocal power so darn perfectly.

Indeed, all 15 tracks collected on this compilation are designed to show just how the South has shaped soul music as a whole.

Certainly the sound of Southern Soul is different from that of, say, Detroit or Philadelphia. At its most addictive in the '60s Motown's sound boasts a pop sheen while Philly added a dash of smooth sophistication to the genre hit the pre-disco 70s. Southern Soul, however, is a far earthier proposition and one that hits heads, hearts and feet simultaneously. Purists have even argued that its impact is such that it is the ultimate manifestation of true soul.

While not every artist included here may have been born in the South, all of them have been touched by its sound. Born out of the blues and bathed in gospel, this is music that is driving, honest and, above all, human. Dig it and dig in.

domingo, abril 24, 2005

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no horizonte:

CAN – Future Days [reedição]
CAN – Landed [reedição]
CAN - Soon Over Babaluma [reedição]
CAN – Unlimited Edition [reedição]
FFA COFFI PAWB - Am Byth: Casgliad O Ganeuon Coll '86-'92
JOHN PRINE – Fair & Square
LOUDON WAINWRIGHT III - Here Come the Choppers
MOSE FAN FAN - Bayekeleye
OF MONTREAL – The Sunlandic Twins
vários artistas – Friends and Lovers: Songs of Bread

sábado, abril 23, 2005

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búzios:

CLEAN – Anthology
ELVIS PRESLEY – Sunrise: The Complete Sun Masters
KONONO Nº1 – Congotronics
LONNIE DONEGAN – Puttin’ On The Style: The Greatest Hits
MARK MULCAHY – In Pursuit of Your Happiness
MARY LORSON & SAINT LOW – Realistic
MIRACLE LEGION – Me & Mr. Ray
PYLON – Gyrate
T. REX – Electric Warrior
T. REX – The Slider

sexta-feira, abril 22, 2005

MARK MULCAHY - In Pursuit of Your Happiness

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O problema com o pop-rock é só este: enquanto a pop ganchuda do novo JOSH ROUSE é consumida por multidões, o novo MARK MULCAHY apareceu e, certamente desaparecerá no mais completo anonimato. Já aconteceu antes. A banda de Mulcahy na década de 1980, os MIRACLE LEGION, foi olhada de lado como sucedâneo dos R.E.M quando se estreou em 1984 com o vital mini-lp The Backyard, uma reputação pulverizada pelas extraordinárias canções do LP Surprise Surprise Surprise (1987) e pelo mini-lp de 6 temas do ano seguinte, Glad (o lado B gravado ao vivo com colaboração dos PERE UBU e, ainda hoje, encontro almas penadas pela internet chorando por uma audição de A Heart Disease Called Love). Tudo isto chegou para fazer dos MIRACLE LEGION uma das bandas essenciais da american rock renaissance mas não preparou ninguém para Me & Mr Ray (1989), obra-prima absoluta de canções perfeitas em filigrana acústica. A solo o trabalho de Mulcahy alargou a paleta sonora e ao terceiro álbum é encontramo-lo a mudar do acordeão eléctrico na tranquila introdução para a delicadeza de violoncelo e piano de Be Sure, passando pela guitarra cerrada de I Have Patience e atmosfera jazzy de A Smack on the Lips. Cookie Jar, três minutos de simplicidade perfeita, é uma raridade nos tempos que correm e uma das minhas canções do ano. Tudo o resto é superlativo e transporta um tom simultaneamente intimista e humorado, sincero mas tímido, em belas canções de arranjos simples mas variados, temperados por uma voz peculiar. E Joey Santiago, dos PIXIES, também colabora. Mais J Mascis, dos DINOSAUR JR. E um certo Thom Yorke, dos RADIOHEAD, fã dos MIRACLE LEGION, elege Mulcahy como um dos seus cantores favoritos. Não sei que mais diga para partirem em busca deste disco. It’s a keeper…

quinta-feira, abril 21, 2005

T. REX - Electric Warrior

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As leituras recentes sobre MARC BOLAN levaram-me a recuperar Electric Warrior (1971) e The Slider (1972), dos T. REX, rosários lânguidos de rock/pop tributário do blues e boogie ao qual a guitarra de Bolan empresta grooves sensuais por onde vagueiam a sua voz andrógina e orquestrações mais ou menos discretas que acentuam o aveludado sónico. Entre 1971 e 1972, TRextasy foi sinónimo de histeria de massas e Bolan permaneceu como figura tutelar sobre o que de mais estimulante se fez entre as gerações seguintes: a música era simples (e fácil de reproduzir para os aprendizes punk), representava um triunfo da pop e das canções em pleno reinado do excesso progressivo e o carisma de Bolan apaixonou Siouxsie Sioux, Captain Sensible, Morrissey e muitos outros. O legado dos T. REX chegou também à década de 1980 por intermédio de gente tão distinta como os BAUHAUS (quem esqueçe a versão óssea de Telegram Sam?), os POWER STATION de Nick–DURAN DURAN–Rhodes (que tiveram um êxito menor com Get it On) ou os excelentes BONGOS (cujo primeiro álbum tem uma versão de Mambo Sun). Entre Electric Warrior e The Slider escolho o primeiro, irrepreensível com clássicos como Mambo Sun, Cosmic Dancer, Jeepster, Life's a Gas e o fabuloso final de Rip Off. Mas não deixem de ouvir os dois.

quarta-feira, abril 20, 2005

Mondo Bizarre - Março de 2005



Vamos lá inventariar razões para ignorarem o mais recente número da Mondo Bizarre: a) não se encontra em lado nenhum [podem descobrir pilhas de exemplares em vários sítios estratégicos; no caso da cidade de Coimbra procurem na Dart Música (CC Golden), discoteca Almedina (baixa), xm (quebra-costas), dr. kartoon (Rua da Saragoça/Manutenção) ou na RUC (AAC)], b) não tem nada de interessante para ler (tem óptimos artigos sobre os QUEENS OF THE STONE AGE, LOU BARLOW, NEW ORDER, JOSH ROUSE, MARTIN DENNY, OLD JERUSALEM e o Hip-hop, e entrevistas com os ARCADE FIRE, ANTONY, THE KILLS, JESU, TUXEDOMOON, BEN CHASNY, LOW, DAMIEN JURADO e o grande JON SAVAGE; e ainda críticas a discos, reedições, livros, publicações e banda desenhada), c) é caríssima! (com o preço de capa e 50 cêntimos podem tomar um café no tasco mais próximo). Pela parte que me toca, contribuí com uma crítica ao novo GO-BETWEENS e um texto a propósito das recentes reedições dos GUN CLUB. Também podem encontrar textos familiares a propósito da edição especial da Mojo sobre punk e o número de Abril da Folk Roots. Entre os colaboradores estão muitos amigos do Fórum Sons que podem ainda ler regularmente nalguns dos blogs listados à vossa esquerda. É só procurar.

terça-feira, abril 19, 2005

KONONO Nº1 - Congotronics

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Da capital da República Democrática do Congo - o país das rumbas ou soukous que nos deu a ouvir gente como o mítico FRANCO, MOSE ‘FAN FAN’, RAY LEMA ou PAPA WEMBA – chega, via a belga Crammed, o singular colectivo KONONO Nº1. Congotronics é uma epilepsia de percussões metálicas aplificadas através de microfones feitos de peças de automóveis que se converte rapidamente numa duríssima enxurrada sónica: com o volume apropriado ameaça expulsar-nos a alma do corpo deixando este último a contorcer-se freneticamente no meio de um terreno baldio dos arredores de Kinshasa, transformado em pista de dança. É hipnótico, repetitivo, distorcido e sobrepõem camadas de som testando a nossa capacidade auditiva de destrinçar padrões. Por acaso, poucos dias depois de o começar a ouvir li palavras de BRIAN ENO no Y que julgo fazerem algum sentido para quem experimentar dificuldades em entrar nesta música:

Tradicionalmente, temos um cantor no cimo da pirâmide, depois instrumentos melódicos que o suportam e por baixo uma componente rítmica. O modelo ocidental pop funciona assim, Quando comecei a ouvir alguma música africana percebi que não existia uma hierarquia, que estava tudo misturado, que a percussão podia ser a melodia ou que a voz podia funcionar como um instrumento rítmico.

A digressão europeia é feita na companhia dos TORTOISE. Passarão por cá?

segunda-feira, abril 18, 2005

THE CLEAN - Anthology

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Peguei na antologia dupla dos THE CLEAN como poderia ter escolhido qualquer outra coisa dos CHILLS, VERLAINES ou TALL DWARFS para chamar a vossa atenção para o excelente artigo sobre a cena de Dunedin e os primórdios da editora independente Flying Nun, "In Love With Those Times: Flying Nun and the Dunedin sound" escrito por Dave McGonigle para o site Stylus Magazine. O texto destaca os primeiros anos do movimento, na viragem da década de 1970 para a de 1980, sob o impulso das bandas de Chris Knox e a inspiração dos primeiros concertos e gravações dos THE CLEAN no contingente jovem da cidade de Dunedin, um reduto escocês no sul da Nova Zelândia onde chove copiosamente todo o ano. Há até uma teoria muito pertinente relacionando o isolamento geográfico, a influência retardada da música independente britânica e a promiscuidade inerente à segregação com o aparecimento de um som distinto e inovador entre as bandas locais. Martin Pillips (CHILLS), Graeme Downes (VERLAINES), David Kilgour (THE CLEAN) dão testemunhos na primeira pessoa lançando alguma luz sobre estes anos e no fim há um excelente guia comentado para as bandas e trabalhos mais importantes onde encontra tudo o que é indispensável com uma ou outra excepção (por exemplo, o fundamental Juvenilia, dos VERLAINES, não é incluído quando recolhe os 6 temas do EP de 1984, Ten O'Clock in the Afternoon, o tema Death and the Maiden e 3 canções do duplo EP de bandas de Dunedin que o autor elogia ao longo de todo o texto – um esquecimento imperdoável). Leitura obrigatória acompanhada pelos discos como este maravilhoso Anthology, uma homenagem à inépcia e entusiasmo juvenis pela música em pérolas de kiwi pop como Tally Ho, Anything Could Happen, Slug Song ou On Again/Off Again.

domingo, abril 17, 2005

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No horizonte:

BOB DYLAN – The Bootleg Series vol. 7 : 1961-66
BRUCE SPRINGSTEEN – Devils & Dust
CHOCOLATE WATCH BAND - Melts In Your Brain Not On Your Wrist:' The Complete Recordings [2xCD]
CURE – Faith [2xCD Deluxe Reissue]
CURE – Pornography [2xCD Deluxe Reissue]
CURE – Seventeen Seconds [2xCD Deluxe Reissue]
FALL - The Complete Peel Sessions 1978-2004 [6xCD]
RY COODER – Chaves Ravine
SONIC YOUTH – Goo [2xCD Deluxe Reissue]
WIRE – Scottish Play Live April 2004 [DVD + CD]

sábado, abril 16, 2005

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búzios:

DAMNED – Machine Gun Etiquette
DINOSAUR JR – Bug
DINOSAUR JR – Dinosaur
DINOSAUR JR – You’re Living All Over Me
KONONO Nº1 – Congotronics
LURA – Di Korpu Ku Alma
RAMONES – Ramones
RUTS – The Crack
STRANGLERS – Rattus Norvegicus
vários artistas – Mojo Southern Soul

sexta-feira, abril 15, 2005

THE DAMNED - Machine Gun Etiquette

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Sem querer retirar uma única folha aos louros de Brian James pelo glorioso pontapé de saída do punk britânico que foi Damned Damned Damned, a verdade é que o regresso dos THE DAMNED em 1979, reformados e comandados por Captain Sensible, marca uma das mais visionárias colisões do culto punk da velocidade e furor com um sentido estrambólico de experimentação em estúdio. O artigo de Andrew Perry para a Mojo: Punk Special Edition (“The Nutters’ Club”) ilustra bem o desvario que rodeou as sessões de gravação de Machine Gun Etiquette e o despenhar da banda na digressão anárquica que se seguiu. Os ingleses chamam ‘everything including the kitchen sink aesthetic” ao que, na realidade, foi a implosão em estúdio dos estereótipos em que o movimento punk se havia formatado apenas dois anos depois da sua aparição: melodias roubadas a jingles publicitários tocados em reverso, baralhação das misturas finais dos instrumentos, mellotrons roubados aos 10CC, órgãos tocados através de ‘fuzzboxes’, solos de guitarra (na tradição do rock progressivo), notas singelas de piano, árias de opereta, sons diversos e ruído, ruído, ruído. A Mojo destaca-o como uma das 10 obras-primas do punk entre os 77 discos obrigatórios do movimento. Enquanto isso, no estúdio ao lado, os THE CLASH davam forma a London Calling – outra punhalada no punk vinda dos seus filhos mais pródigos.

quinta-feira, abril 14, 2005

MOJO - Maio de 2005

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MARC BOLAN é a atracção principal da Mojo do mês de Maio, uma edição Jurássica na qual aparecem os T.REX ao lado dos DINOSAUR JR. Mas o grande acontecimento deste número é o 10/10 (Instante Mojo Classic!) e a meia página de prosa atribuídos a Oceans Apart, o novo GO-BETWEENS, um excelente disco sobre o qual também escrevi um pequeno texto para a mais recente Mondo Bizarre (mais sobre esta edição nos próximos dias). Entre os novos discos aparecem também os trabalhos de ELIZA CARTHY, SAINTS, NEW ORDER (sovado), TOM RUSSELL (elogiado), JOSEPHINE FOSTER, ANGELS OF LIGHT, AUTECHRE, MARK MULCAHY, MARY LORSON e VIC CHESNUTT – estes últimos três com direito a destaque na Rosa dos Sons muito em breve. Na área das reedições escreve-se sobre JACK NITZESCHE e GENE VINCENT, enquanto o “tesouro escondido” deste mês é o primeiro álbum do projecto DENIM, o colectivo retro formado por Lawrence após ter arrumado com os FELT. O guia de compras contempla os HAWKWIND e o entrevistado de Maio é LOU REED. Nos artigos desta edição são também protagonistas os BOOMTOWN RATS e o tempo recua mais ainda para traçar a herança musical da cidade de Memphis e listar os seus heróis entre os quais se conta MAVIS STAPLES, dos STAPLES SINGERS, figuras de proa da histórica Stax. KRISTIN HERSH tem direito a dupla aparição: elogiada a propósito dos 50 FOOT WAVE e arrolada para o delicioso inquérito das páginas iniciais. Falta apenas mencionar a cereja no bolo: um CD com 15 temas de ‘southern soul’ no qual desfilam ETTA JAMES, IKE & TINA TURNER, SAM & DAVE, EDDIE FLOYD, MAVIS STAPLES e muitos outros.

quarta-feira, abril 13, 2005

Folk Roots - Maio de 2005

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A capa da Folk Roots de Maio não é suficiente grande para TOUMANI DIABATE e para o seu monstruoso instrumento, o que é fácil de perceber para quem leu as crónicas sobre a actuação de ALI FARKA TOURÉ no Palais dês Beaux-Arts, em Bruxelas, onde o “Rei da Kora” roubou o estrelato ao bluesman do Mali. O outro destaque cabe à reedição do Portugal - Grécia. De um lado as portuguesas CRISTINA BRANCO e MARIZA que estão em grande com o belíssimo Ulisses a proporcionar uma coluna de texto à primeira enquanto Transparente, o novo álbum da segunda, produzido por Jaques Morelenbaum, é o protagonista entre os novos discos do mês. As gregas estão representadas pela harpa virtuosa de ÉLISA VELLIA (Voleur de Secrets é o título do álbum) e pela inevitável SAVINA YANNATOU que em Sumiglia, acompanhada pelo colectivo PRIMAVERA EN SALONICO, se lança numa quimera musical através dos Balcãs, Ucrânia, Palestina, Espanha e Sicília. Mas não pensem que ficamos por aqui: há ainda uma reportagem sobre a cerimónia dos "Awards For World Music", um artigo sobre o trovador inglês MARTIN SIMPSON e uma reportagem sobre a fabulosa embaixatriz da música etíope no ocidente, EJIGAYEHU "GIGI" SHIBABAW. Conta-se também a história da recusa de autorização do governo cubano para Juan De Marcos Gonzalez e os seus AFRO CUBAN ALL-STARS(recordam o brilhante A Toda Cuba Le Gusta?) sairem do país e, nas novas edições, assinala-se o regresso de ELIZA CARTHY (Rough Music é sucessor do estupendo Anglicana). No Earthly Man, de ALASDAIR ROBERTS, sobe aos píncaros enquanto Hotwalker de TOM RUSSELL (que já elogiei muito por aqui) leva uma sova descomunal. Dentro de alguns dias estará à venda por cá.

terça-feira, abril 12, 2005

THE RUTS - The Crack

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De regresso à vaca fria! Por volta de 1979, a ferocidade punk tinha cedido o lugar a uma angústia opressiva enquanto a premissa destruidora era substituída por um sensação de sufoco quase paranóide bem ilustrada, de resto, na música de bandas como os JOY DIVISION ou os THE SOUND. Os THE RUTS foram uma das bandas vitais nesta segunda vaga muito por força da capacidade de assinar hinos memoráveis (Babylon's Burning, Something That I Said, In A Rut) sem descurar a urgência e velocidade que seriam a matriz do movimento hardcore. Sobretudo, tinham trunfos na manga que lhes permitiam segurar a atenção do ouvinte para lá da ortodoxia punk dos 2 minutos (os quase 7 minutos de It Was Cold são um bom exemplo) misturando dub e ritmos reggae (Jah War precede por alguns meses Guns of Brixton) e exibindo uma destreza técnica ainda pouco habitual entre os seus pares (Paul Fox enxovalhava a maior parte dos guitarristas da época e o entrosamento com a secção rítmica é admirável). A energia militante e politicamente comprometida do vocalista Malcolm Owen completava o ramalhete. É fácil ouvir ecos do seminal The Crack em grupos tão distintos como os CHAMELEONS, NOMEANSNO, FUGAZI ou, se quiserem referências mais contemporâneas, os AT THE DRIVE-IN. Nos últimos tempos, os THE RUTS têm recebido algum destaque que lhes havia sido roubado pelo fim prematuro em 1979. Se ouvirem The Crack percebem facilmente porquê.

segunda-feira, abril 11, 2005

LURA - Di Korpu Ku Alma

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Na edição de Sexta-feira passada do Y, Nuno Pacheco, director-adjunto n’O Público e escriba de serviço quando se trata de divulgar sons mais afastados das latitudes anglo-saxónicas, brindou a edição especial do estupendo álbum de 2004 de LURA com um superlativo 10/10. É uma óptima ocasião para recordar que Di Korpu Ku Alma esteve entre os meus 10 discos favoritos do ano passado e pouca gente lhe prestou atenção (mesmo entre apreciadores das músicas do mundo). A juntar a isto, Tr’adicional, dos SIMENTERA, foi o meu Álbum do Ano em 2003 pelo que julgo não ser necessário apresentar mais credenciais para ilustrar a paixão que a Rosa dos Sons nutre pela música cabo-verdiana. Esta edição altera o alinhamento original, adiciona faixas (e elimina a excelente Dzê Que Dzê, não se percebe muito bem porquê…) e junta um DVD com interpretações ao vivo e vídeos de alguns temas. Infelizmente, escapou-me por entre os dedos: ainda a vi no expositor de uma loja mas poucas horas depois já tinha desaparecido. Pode ser que agora a distribuição lhe dê outra oportunidade. Entretanto, não resisto a deixar aqui parte do primeiro texto do Nuno Pacheco n’O Público para este belo disco:

Ao terceiro disco, a cabo-verdiana Lura desponta em todo o seu esplendor criativo e vocal. Nãos são exageradas as palavras de José Agualuza quando, ao escrever sobre ela, afirma: “Dêem-lhe uma causa e a voz desta mulher transforma-se em chicote. Dêem-lhe um chão e será raiz. Dêem-lhe uma raiz e será flor.” Deram-lhe tudo isso e ela foi, a um só tempo, chicote, raiz, flor. Desde logo nas fulgurantes interpretações do malogrado Orlando Pantera, desaparecido prematuramente, como o saudoso Katchas (de quem Lura também canta, neste disco, a canção “Tó Martins”). “Batuku”, no arranque do CD, é um poderoso cartão de visita e, abertas as portas, já não é possível fechá-las ao que se segue: a dolência doce de “So um cartinha”, escrita por Lura e por ela cantada como se há muito lhe habitasse a voz; a ironia de “Na ri na”, “Raboita de Bubon Manel” ou “Vazulina” (Pantera, de novo, a última de sabor angolano), a calmaria de “Nha vida” ou “Tem um hora pa tude” (duas boas composições da Lura), a reafirmação de “Dzê que dzê” e o talento, recém-revelado, do jovem Tcheca (Manuel Lopes Andrade), brilhando na voz de Lura com “Ma’ n ba dês bês kumida dá” ou “Tabanka assigo”. Um disco portentoso.

domingo, abril 10, 2005

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No horizonte:

CHARALAMBIDES - Our Bed Is Green 2xCD [reedição]
FALL - Oldham 1978 Live CD
FALLl - Retford 1979 Live CD
FRONT 242 - Catch The Men: Live DVD
KISTY MacCOLLl - Titanic Days [2xCD + bonus disc of rare/unreleased tracks]
OKKERVIL RIVER - Black Sheep Boy
SAVINA YANNATOU - Sumiglia
SLEATER-KINNEY – The Woods
SUNBURNED HAND OF THE MAN – Live [reedição]
vários artistas - Everything Comes and Goes: A Black Sabbath Tribute

sábado, abril 09, 2005

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Búzios:

AIMEE MANN – The Forgotten Arm
BUZZCOCKS – Another Music In a Differente Kitchen
GO-BETWEENS – Oceans Apart
IRON & WINE – Woman King EP
NEW YORK DOLLS – New York Dolls
NEW YORK DOLLS – Too Much, Too Soon
SEX PISTOLS – Never Mind The Bollocks Here’s The Sex Pistols
TEENAGE FANCLUB – Man-Made
TOM RUSSELL - Hotwalker
VIC CHESNUTT – Ghetto Bells

sexta-feira, abril 08, 2005

50 FOOT WAVE - Golden Ocean

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Kristin Hersh tem perfil de ‘Stepford wife’: é mãe-galinha de quarto petizes (um mais marmanjo que petiz…), esposa abnegada e fada do lar esmerada, sempre pronta para cuidar da casa com uma benevolência angélica. Também aprecia sentar-se com toda a família em frente à televisão para ver o sitcom da moda e até tem um cão que passeia pelo parque aos Domingos de manhã. Viver a vida desta forma insana e permanentemente à beira do abismo paga-se muito caro. Quando os amigos Bernard Georges (baixo) e Rob Ahlers (bateria) visitam a família a ocasião é geralmente celebrada com o jack no amplificador vomitando decibéis enquanto Hersh vocifera alienação doméstica e niilismo feminista com o vozeirão de quem saboreia uma taçada de sopas de cascalho com aguardente ao pequeno-almoço. Uma questão de sanidade mental. A música dos 50 FOOT WAVE combina o volume sónico do hardcore e a precisão e geometria oblíqua do math rock deixando a melodia espreitar por entre a estridência como o sol por entre as nuvens num dia de chuva. Num álbum que ameaça derreter os ouvidos de quem o ouve, dizer que talvez o conceito se concretize melhor no EP de 6 temas do ano passado (3 dos quais estão também aqui) interessa tanto como escolher entre ser violentamente atropelado por uma carrinha de caixa aberta ou por um furgão. Melhor álbum rock do ano, até agora, pelo melhor power-trio desde os SUGAR de Bob Mould. E imperdível no próximo dia 25 de Maio no Café-Teatro Santiago Alquimista, em Lisboa.

quinta-feira, abril 07, 2005

BUZZCOCKS - Another Music In A Different Kitchen

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Como já devem ter percebido, a Rosa dos Sons foi sequestrada por uma violenta nostalgia punk o que espero seja encarado com alguma benevolência quando o disco em causa é o esplêndido (e injustamente negligenciado) Another Music In A Different Kitchen (UA, 1978), álbum estreia dos BUZZCOCKS. Pete Shelley e Steve Diggle tinham a vantagem sobre as restantes bandas punk de fins de 1970 de possuírem uma sensibilidade melódica que fazia de cada tema não apenas uma explosão de adrenalina mas sobretudo uma canção pop perfeita. Ainda por cima, o carismático Shelley desvairava sobre a sua visão muito própria de sexualidade, romance e desilusão amorosa com um optimismo negro, trazendo a ironia para a primeira página da agenda do punk. I Don’t Mind é o exemplo perfeito com guitarras velozes, a impetuosidade palavrosa de Shelley e uma melodia deliciosa – já pensaram bem sobre qual a fonte maior de inspiração twee na segunda metade de 1980, dos TALLULAH GOSH às SHOP ASSISTANTS passando pelos WEDDING PRESENT? Está aqui. Por isso, não se fiquem apenas por Singles Going Steady - há ainda dois excelentes álbuns antes do desmoronamento temporário que embarcaria Shelley numa interessante carreira a solo. Os BUZZCOCKS reuniram-se no final dos anos 1980 e ainda andam por aí mas é por este disco que devem começar (ou então pelo EP anterior, Spiral Scratch, ainda com Howard Devoto).

quarta-feira, abril 06, 2005

NME Originals - Mod

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Ainda há poucos dias falava por aqui da edição especial da Mojo sobre o Punk e já se encontra à venda mais um número da NME Originals exclusivamente dedicado ao movimento Mod. Para quem não saiba, Mod é a abreviatura de “modernists”, a irreverente e hedonista geração britânica do pós-guerra que devorava música soul e R&B americanos e ska jamaicano e se envolvia em confrontos violentos com os ‘rockers’ adeptos do rock’n’roll dos anos 50. No entanto, só por volta de 1965 apareceria o estilo musical próprio desta juventude maioritariamente centrada em Londres - uma mistura muito britânica de guitarras e R&B que andava de mãos dadas com um sentido estético muito apurado ao nível da locomoção (as scooters são uma das imagens de marca), vestuário (muito ‘dandy’: camisas de botões, calças justas, fatos clássicos e ‘parkas’) e penteados e predilecção por anfetaminas e ansiolíticos. Este número é uma extraordinária compilação de entrevistas, críticas e reportagens retiradas do New Musical Express, Melody maker, Disc e Rave que cobre quarto períodos distintos. Enquanto o primeiro aborda o nascimento do modernismo, entre 1945 e 1964, o segundo refere-se ao ponto alto do movimento musical com destaques para os THE WHO, SPENCER DAVIS GROUP, SMALL FACES, ACTION e THE CREATION. No terceiro capítulo recorda-se o revivalismo mod ocorrido entre 1977 e 1985 e cujo expoente foram os THE JAM. No capítulo final, analisa-se a nostalgia dos valores mod nalguma música editada entre 1990 e 2005, protagonizada pelo acid jazz e por nomes como os OCEAN COLOUR SCENE. Paul Weller encerra a edição. Muitos dos artigos são reproduções das páginas de jornais e revistas da época tornando esta edição um documento imprescindível a juntar aos dois números especiais sobre os THE WHO e sobre a 60’s Swinging London.

terça-feira, abril 05, 2005

NEW YORK DOLLS - New York Dolls

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Nunca percebi muito bem que as gerações mais jovens, tão esclarecidas sobre as origens da música punk ao ponto de reverenciarem nomes como os dos RAMONES, SEX PISTOLS, CLASH e outros mais ou menos obscuros dos fins de 1970 / inícios de 1980, ignorem o protagonismo dos NEW YORK DOLLS e dos seus dois primeiros álbuns - inspiração directa para o movimento punk em ambos os lados do Atlântico. Isto é ainda mais escandaloso quando me ponho a pensar que se me fosse pedido para escolher um único disco que encerrasse a essência genuína Rock’n’Roll muito provavelmente esse disco seria o álbum estreia dos NEW YORK DOLLS. Um verdadeiro míssil de nervo e petulância, o álbum de 1973 combina a atitude melodramática de David Johansen - espécie de Mick Jagger com um estupendo sentido de humor - com os riffs estridentes da mítica guitarra de Johnny Thunders enquanto a secção rítmica açaimava como podia esta avalanche caótica e decadente. Personality Crisis, Looking for a Kiss, Lonely Planet Boy, Frankenstein, Private World, Jet Boy, tudo clássicos - não há um único tema menor naquele que é uma das obras fundamentais do rock. Façam o favor de lhe limpar o pó.

segunda-feira, abril 04, 2005

SIX ORGANS OF ADMITTANCE - School Of The Flower

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A palavrinha de quatro letras (começada por H, claro...) tem rodeado o disco de Ben Chasny mas a verdade é que simplesmente não encontrei o álbum extraordinário que toda a gente parece ter ouvido. Se retirarmos a cacofonia inicial ao primeiro tema fica apenas uma folk pueril e o que se segue mais parece uma clonagem desinspirada do fundo de catálogo do NICK DRAKE.O disco arranca ao terceiro tema (finalmente…) com a filigrana de folk acústica a debruar as tais paisagens de drones e electricidade negra de que tanto se tem falado a propósito dos SIX ORGANS OF ADMITTANCE. Sem serem arrebatadoras, Saint Cloud, Procession of Cherry Blossom Spirits, Home (menos a lenga-lenga dos vocais) e os 13 minutos de progressão hipnótica de School of the Flower são a parte mais estimulante do álbum que, logo a seguir se afunda novamente no trovadorismo cinzento de Thicker Than a Smokey. Lisbon safa-se à justa pela melodia invulgarmente bonita.Em suma, um disco com ideias interessantes diluídas nalguma indulgência que, infelizmente, o torna baço grande parte do tempo.

domingo, abril 03, 2005

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No horizonte:

ANGELS OF LIGHT – Sing Other People
BEAT HAPPENING - Crashin' Through: Box Set [7xCD]
DRIVE-BY TRUCKERS - The Dirty South Live At The 40 Watt, August 27 & 28, 2004 [DVD]
LA CHICANA - Tango Agazapado
MARY TIMONY – Ex Hex
MOUNTAIN GOATS – The Sunset Tree
SIMPLE MINDS - New Gold Dream [DVD-Audio]
SIMPLE MINDS - Once Upon A Time [DVD-Audio]
vários artistas - Alan Lomax: The Spanish Recordings, Basque Country – Navarre
vários artistas – Return To Sin City: A Tribute To Gram Parsons [DVD]

sábado, abril 02, 2005

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Búzios:

DINOSAUR JR – Bug
DINOSAUR JR – Dinosaur Jr
DINOSAUR JR – You’re Living All Over Me
JEFFERSON AIRPLANE – Surrealistic Pillow
JOY DIVISION – Closer
JOY DIVISION – Still
JOY DIVISION – Unknown Pleasures
SCRITTI POLITTI - Early
TOM RUSSELL – Hotwalker
VIC CHESNUTT – Ghetto Bells

sexta-feira, abril 01, 2005

Mojo - Punk Special Edition



Folhear a edição especial da Mojo dedicada ao Punk é como perdermo-nos num daqueles álbuns de recordações atravancados de fotos, escritos, documentos amarelados pelos anos, capas de discos e todo o tipo de artefactos que julgávamos esquecidos no tempo. São 150 páginas obrigatórias de artigos, reportagens e entrevistas sobre os SEX PISTOLS, THE CLASH, THE JAM, THE DAMNED, THE RUTS, JOHNNY THUNDERS, BUZZCOCKS e STRANGLERS, entre outros, uma grande parte originalmente retirados da mítica Sounds. Entre as listagens mais curiosas encontram-se os 10 momentos-chave do punk na televisão e as mais célebres cenas de pancadaria apresentadas num formato semelhantes ao das fichas de jogo no futebol. Pelo caminho, registam-se as opiniões e balanços de protagonistas da época como Siouxie Sioux, Poly Styrene, Chris Bailey, Ari Up, Gaye Advert, Vic Godard e Rat Scabies, e testemunhos sobre acontecimentos marcantes. Os guias de compras incluem listas comentadas dos 45 singles fundamentais – a escolha de John Savage -, 77 álbuns indispensáveis relacionados com o movimento e um apanhado excelente dos melhores livros sobre o punk. Uma vez mais, o grafismo extraordinário com que a Mojo embrulha a coisa transforma esta edição num sonho. A juntar ao número especial da NME Originals que saiu há alguns anos atrás e que compilava artigos do New Musical Express e do Melody Maker.