quinta-feira, maio 26, 2005

KRISTIN HERSH - Santiago Alquimista, Lisboa (2005.05.25)

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De passagem por Lisboa entre concertos de promoção do álbum estreia da nova banda nos EUA, o concerto de ontem no Santiago Alquimista soou, estranhamente, à interpretação acústica das canções de KRISTIN HERSH pela vocalista dos 50 FOOT WAVE. O registo actual da voz de HERSH tem mais a ver com o que podemos ouvir em 50 Foot Wave EP e Golden Ocean pelo que, especialmente no início, sobrou em crispação o que faltou no domínio tenso entre o fio de voz cândido e as explosões trémulas que me encantaram há quatro anos em Barcelona. Outra prova de que este formato não estava nos planos de HERSH foi dada por um alinhamento retirado da digressão acústica de 2001 (Sunny Border Blue em destaque, Hips & Makers e THROWING MUSES revisitados) no qual apenas entrou um (!) tema do mais recente The Grotto. Também a postura em palco teve menos a ver com o transe e estado de possessão pelas canções do concerto Barcelona e mais com uma atitude descontraída, na medida do que é possível para KRISTIN HERSH que se confessa menos à vontade quando está sozinha em palco. E no entanto a interacção com o público continua a ser um dos pontos altos. A introdução das canções com pequenas vinhetas entre o bizarro e o divertido dão algum insight sobre a sua origem e foi uma pena que pelo meio do concerto as canções se sucedessem sem grande conversa. Mas o regresso ao palco trouxe mais boa disposição e o público foi caloroso e acolhedor. Ao terceiro chamamento o filho mais novo veio ao colo: o público percebeu a mensagem e concedeu uma ovação final. Nota muito positiva para a introdução ao concerto de Billy O'Connell, marido e manager, convidando o público apertado contra a cabine de som para se sentar no espaço em frente ao palco. O alinhamento por ordem alfabética:

37 Hours
A Loon
Cottonmouth
Delicate Cutters
Flipside
Gazebo Tree
Heaven
Hook In Her Head
Me and My Charms
Pearl
Snake Oil
Soap & Water
Spain
Sundrops
Teeth
The Cuckoo
Uncle June & Aunt Kiyoti
White Suckers
Your Dirty Answer
Your Ghost

7 Comments:

Blogger pvp said...

Lamento não ter ido ver ...Não conheço bem a sua obra, mas tinha (tenho?) em vinil o "Real Ramona", um bom disco sem dúvida.

11:54 da tarde  
Blogger Familycat said...

Olá pvp :)

Muitos fãs das THROWING MUSES gostam do Real Ramona mas confesso que são os primeiros discos que me fizeram a cabeça. Da segunda fase recomendo o Limbo.

7:47 da tarde  
Anonymous PedroBranco said...

Oi,

Estive no concerto e achei-o imperdível. Apesar da alteração no line up, fiquei com a clara impressão de que Hersh já havia pensado em como apresentar os temas.
Igualmente agrádaveis foram os seus relatos ácerca de velhotas em autocarros e conversas registadas em guardanapos de restaurante. Encheu a sala com a sua presença.
A voz realmente não se encontrava a 100%. Acontece... mas não é só a voz que faz um bom concerto.
Momentos favoritos:
"A Loon" & "Hook In Her Head".

[PB]

PS: Infelizmente, emprestei o vinil do "Ramona". Escusado dizer que nunca mais o vi...

11:53 da manhã  
Blogger O Puto said...

Um concerto imperdível que eu perdi, e me lamentarei para o resto dos meus dias.
Dos Throwing Muses, as minhas preferências vão para o álbum de estreia e para "Limbo".

4:19 da manhã  
Blogger Roberto Iza Valdes said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

7:48 da tarde  
Blogger Iza Roberto said...

Este comentário foi removido pelo autor.

2:47 da manhã  
Blogger lopo said...

Descobri hoje pelo teu blog (quase quatro anos depois) que Kristin Hersh deu um concerto em Lisboa, sempre pensei que nunca cá tinha vindo, como foi possível falhar um concerto destes? enfim...aproveito para dizer que Throwing Muses vão dar vários concertos este ano na Europa, será que passam também por aqui?
Todos os seus discos são excepcionais mas talvez destaque entre eles o House Tornado+Fat Skier e o Limbo.

4:32 da tarde  

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